Boa notícia para os aprovados no concurso PF. A ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, confirmou que deve ser autorizado um numero superior aos mil excedentes, conforme pleiteado pela corporação nos últimos dias.
Segundo ela, a previsão é chamar mais 1.500 aprovados, além das nomeações já previstas inicialmente.
A declaração foi dada nesta quinta-feira, dia 2, durante participação no programa “Bom Dia, Ministra”, do Canal Gov.
“Temos muita gente da Polícia Federal que vai entrar, a gente já autorizou as mil, devemos autorizar em breve mais 1.500. Esse é um número novo da Polícia Federal, que, embora tenha sido vazado, ainda não foi dito”, afirmou a ministra.

De acordo com Dweck, a ampliação das convocações foi tema de conversa recente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Essa semana o presidente Lula conversou comigo sobre a importância da gente valorizar a Polícia Federal e uma das formas é autorizando a chamada do concurso”, completou.
Na mesma fala, a ministra detalhou como deve ocorrer o cronograma de convocações.
Segundo ela, mil excedentes devem ser convocados de forma imediata, com a possibilidade de mais 500 aprovados ainda em 2026.
“Então a gente deve chamar mais mil imediatamente, talvez mais 500 ainda esse ano. Então serão 2.500 pessoas para a Polícia Federal nesse mandato”, explicou.

Na prática, o número se aproxima da necessidade apontada pela própria corporação, que já havia indicado déficit elevado no quadro de pessoal.
A sinalização da ministra ocorre poucos dias após a Polícia Federal reforçar oficialmente a necessidade de ampliação das convocações.
Em novo ofício encaminhado ao governo, a corporação solicitou o aproveitamento de até 1.508 candidatos aprovados, número que corresponde ao total de cargos vagos atualmente.
O pedido foi feito após o Ministério da Gestão negar a convocação de 1.456 excedentes, com base em limitações orçamentárias previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
Na justificativa, a PF destacou que o concurso vigente conta com aprovados suficientes para suprir todas as vacâncias, evitando a necessidade de um novo edital no curto prazo.
Dessa forma, caso o MGI de fato autorize a chamada de 1.500 excedentes, a Polícia Federal deve suprir todo o déficit do seu quadro de pessoal.

Apesar da sinalização positiva da ministra, a convocação dos excedentes ainda depende de atos formais do Governo Federal.
Como o número solicitado ultrapassa o limite legal de 25% de excedentes previsto na legislação, a medida exige a edição de um decreto presidencial.
Somente após essa autorização é que as nomeações poderão ser efetivadas.
Ainda assim, a fala de Esther Dweck representa o indicativo mais concreto até o momento de que o governo pretende ampliar o número de chamadas no concurso PF.
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