Na ausência de concurso INSS para repor as vacâncias, o Instituto Nacional do Seguro Social tem registrado um elevado volume de saídas de servidores nos últimos anos, com forte concentração no Distrito Federal.
Os dados constam no Portal de Dados Abertos do Governo Federal, atualizados em fevereiro de 2026.
O levantamento considera desligamentos desde 2015 e reforça o cenário de déficit de pessoal já apontado pela própria autarquia, que aguarda autorização para um novo concurso INSS.
Somente para o cargo de técnico do seguro social, de nível médio, foram registradas 12.398 saídas no período.

Do total de desligamentos de técnicos, a maior parte ocorreu no Distrito Federal:
- Distrito Federal: 11.155 saídas (89,9%)
- Pernambuco: 449 (3,6%)
- Santa Catarina: 276 (2,2%)
- São Paulo: 269 (2,2%)
- Minas Gerais: 164 (1,3%)
- Rio de Janeiro: 85 (0,7%)
Os dados mostram uma concentração expressiva na administração central do INSS, localizada em Brasília, onde estão vinculadas diversas estruturas administrativas da autarquia.
Para o cargo de analista do seguro social, de nível superior, foram contabilizadas 534 saídasdesde 2015.
A distribuição também aponta predominância no Distrito Federal:
- Distrito Federal: 383 (71,7%)
- São Paulo: 40 (7,5%)
- Pernambuco: 37 (6,9%)
- Santa Catarina: 34 (6,4%)
- Minas Gerais: 28 (5,2%)
- Rio de Janeiro: 12 (2,2%)

Apesar de mais distribuídas que no caso dos técnicos, as saídas de analistas ainda se concentram majoritariamente na capital federal.
O volume de desligamentos ao longo dos anos ajuda a entender o atual cenário de vacâncias no INSS.
Conforme levantamento já publicado, o instituto acumula 23.404 cargos vagos, sendo:
- 20.815 vagas para técnico
- 2.589 vagas para analista
No caso dos técnicos, mais de 60% dos cargos autorizados estão desocupados, o que pressiona o atendimento à população e aumenta a necessidade de reposição.
Sem concorda válido para técnico desde maio de 2025, o INSS depende de autorização do governo federal para realizar uma nova seleção.
A tendência é que o cenário de déficit se agrave, considerando o volume contínuo de aposentadorias e desligamentos registrados ao longo dos últimos anos.

Já para analista, o reforço deve vir por meio do Concurso Nacional Unificado (CNU), que prevê o preenchimento de vagas na carreira.
Diante do elevado número de saídas e do déficit crescente no quadro de servidores, o Instituto Nacional do Seguro Social já trabalha para viabilizar um novo concurso INSS.
A autarquia informou que estuda repetir, em 2026, o pedido de autorização encaminhado ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) no ano passado, com 8.500 vagas.
A solicitação mantém a mesma distribuição anterior:
- 7 mil vagas para técnico do seguro social, de nível médio;
- 1.500 vagas para analista do seguro social, de nível superior.
Segundo o INSS, o pedido protocolado em maio de 2025 ainda não teve resposta do MGI. Caso não haja manifestação até o início de abril, a autarquia deverá formalizar uma nova solicitação até o fim de maio deste ano.
A abertura de um novo concurso é considerada essencial para recompor o quadro funcional, especialmente na carreira de técnico, que não conta mais com seleção válida desde maio de 2025.
Sem possibilidade de convocar novos aprovados, o INSS depende de autorização do governo federal para realizar uma nova seleção e, assim, reduzir o número de cargos vagos.
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