CNU (Concurso Nacional Unificado) 2027: Esther Dweck projeta novo edital com até 3 mil vagas.

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A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o novo Concurso Nacional Unificado (CNU) pode ser realizado em 2027. A oferta deve ficar em torno de 2 mil a 3 mil vagas.

As informações foram concedidas em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira, dia 30.

De acordo com a ministra, a realização do CNU 2027 vai depender da aprovação do Orçamento pelo Congresso Nacional.

“Queremos fazer ano que vem. Tudo depende de como o Orçamento vai terminar, se vamos conseguir manter (no Congresso) o espaço de concurso. Com o volume que está lá, eu consigo autorizar no início do ano alguns concursos já aprovados e dá para ter um valor suficiente para fazer o CNU, com 2 mil vagas, 3 mil vagas”, afirmou.

O CNU traz uma nova maneira de selecionar servidores para o Poder Executivo Federal.

Com aplicação de provas em mais de 200 cidades brasileiras, há possibilidade de concorrer a diversos órgãos e cargos pagando apenas uma única taxa de inscrição.

Segundo Dweck, a proposta é que o concurso ocorra no segundo semestre de 2027.

” O ideal é que o CNU seja no primeiro e no terceiro ano de governo, para não ser no ano de eleição. (A ideia é que seja) para o segundo semestre (de 2027).”

A ministra ainda afirmou que o Governo Federal avalia a inclusão de estados e municípios no próximo CNU.

“Estamos tentando ver se os estados e municípios entram no CNU. Se compartilharmos com os estados, já viabiliza facilmente fazer ano que vem. Estamos estudando isso com o Consad (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração)”, disse Dweck.

O Governo Federal já realizou duas edições do Concurso Nacional Unificado (CNU).

A primeira foi aberta em 2024 com 6.640 vagas imediatas para cargos dos níveis médio e superior de 21 órgãos e entidades do Poder Executivo Federal. A organização foi da banca Fundação Cesgranrio.

Já a segunda edição teve edital publicado em 2025 com 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, e salários iniciais de até R$18,7 mil. A banca, nesse caso, foi a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Tradicionalmente, os Concursos Unificados são compostos por provas objetiva e discursiva. O candidato pode disputar vagas em diferentes órgãos pagando apenas uma taxa de inscrição.

Na segunda edição, os concorrentes realizaram as avaliações objetiva e discursiva em datas diferentes. É possível que esse modelo seja seguido na próxima edição.

De acordo com a ministra Esther Dweck, o CNU se tornou uma política pública de Estado. A Escola Nacional de Administração Pública (Enap) absorveu os aprendizados para que possa conduzir as próximas edições.

“A Enap precisa ser a memória do CNU porque, em um próximo governo, já vai ter tudo ali registrado numa autarquia muito sólida, que vai poder fazer um próximo concurso. (…) Diante da aceitação da população e do sucesso do concurso, inclusive estados e municípios estão querendo aderir, a nossa expectativa é que haja uma exigência da própria sociedade para que se continue fazendo”, informou a ministra Esther.

Orçamento prevê 53 mil vagas para concursos federais em 2027

O Governo Federal apresentou no dia 31 de agosto, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que está em tramitação no Congresso Nacional.

O texto prevê o preenchimento de 53.530 vagas em concursos federais, sendo 4.704 destinadas à criação de cargos e 48.826 para provimentos (nomeação de aprovados em concursos).

As vagas previstas estão distribuídas entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público da União (MPU) e da Defensoria Pública da União (DPU).

O Poder Executivo lidera com 47.609 vagas previstas, sendo 44.864 para provimento e 2.745 para criação. A estimativa envolve diferentes órgãos da Administração Pública Federal. 

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em nota, informou que a proposta orçamentária reserva R$1,3 bilhão em despesas primárias para concursos e novas contratações no Poder Executivo federal e R$1,2 bilhão para concursos e contratações das instituições federais de ensino.

Esses valores incluem vagas de concursos já autorizados e provimentos adicionais, vagas de concursos em andamento e autorizações ainda em estudo pelo MGI.

No Executivo Federal, por exemplo, poderão ser providas até 32 mil vagas civis, das quais 19,4 mil na Educação.

“Os novos provimentos são fundamentais diante da projeção de que mais de 70 mil servidores e servidoras estarão em idade de aposentaria até 2030”, afirmou o Ministério.

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