Um levantamento nacional divulgado pela Associação de Apoio aos Concursos e Exames (Aconexa) indica que 2026 deve se consolidar como um dos anos com maior volume de concursos públicos da última década no Brasil. A estimativa é de mais de 230 mil vagas previstas em seleções nas esferas federal, estadual e municipal.
A associação destaca uma demanda significativa por recomposição e expansão de quadros em carreiras consideradas essenciais. Entre os concursos mais aguardados, com prioridade para a esfera federal, destacam-se:
- INSS – previsão de vagas para analistas e técnicos;
- Receita Federal do Brasil (RFB) – expectativa de novos concursos para auditores-fiscais e analistas tributários;
- Polícia Federal (PF) – vagas para agentes, escrivães, delegados e peritos;
- Polícia Rodoviária Federal (PRF) – demanda por reforço de efetivo;
- IBGE – concursos para cargos temporários (histórico de contratações temporárias em ciclos censitários e pesquisas amostrais);
- Banco Central do Brasil – oportunidades em áreas técnicas;
- TCU e CGU – carreiras de controle e auditoria com elevada demanda (panoramas de 2025/2026 vêm indicando provimentos e autorizações setoriais).
Segundo a associação, o cenário é resultado de uma combinação de fatores estruturais, como o déficit histórico de servidores, o aumento das aposentadorias nos últimos anos, a criação de novos cargos e a necessidade de recomposição de quadros em áreas estratégicas da administração pública.
De acordo com o presidente da Aconexa, Marco Antonio Araujo Jr., o levantamento foi elaborado a partir de dados públicos e projeções oficiais. “O movimento é sustentado por fatores estruturais: déficit de pessoal, aceleração de aposentadorias, criação de cargos e recomposição de áreas críticas”, afirmou.
Mesmo sem uma nova edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) em 2026, o cenário permanece favorável para concursos individuais. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, já afirmou que não haverá novo CNU neste ano, com prioridade para a convocação de excedentes e a execução de seleções em andamento, em razão do calendário eleitoral e das restrições orçamentárias.
A Aconexa também aponta que a sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, publicada em 1º de janeiro, garante respaldo legal para a realização de concursos e nomeações. A LDO estabelece metas fiscais, incluindo superávit primário de R$ 34,2 bilhões, e define diretrizes para despesas com pessoal.
“O avanço da LDO dá segurança para novos certames e nomeações, sempre respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou Marco Antonio Araujo Jr.
O Orçamento de 2026, já aprovado pelo Congresso Nacional, prevê 163.802 vagas no âmbito federal, sendo 78.674 destinadas à criação de cargos e 85.128 ao provimento, distribuídas entre os poderes Executivo, Judiciário, Legislativo e órgãos autônomos. Para a associação, os números reforçam a expectativa de editais e convocações ao longo do ano.
Tribuna do Norte
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