Concursados da saúde pública de Parnamirim, aprovados no concurso realizado em 2019, realizarão nesta terça-feira 22, a partir das 9h, um novo ato público em frente à sede da Prefeitura para cobrar a convocação imediata dos profissionais do cadastro de reserva. A mobilização ocorre a pouco mais de um mês do vencimento da validade do certame, no próximo dia 25, e é motivada pela baixa quantidade de chamadas, apesar das vacâncias existentes na rede municipal de saúde.
“Enquanto a saúde pública segue sofrendo com falta de profissionais, UPAs superlotadas, laboratórios com horário reduzido e milhares de cidadãos sem acesso à saúde, a Prefeitura se recusa a convocar os concursados. Técnicos de enfermagem estão sendo trazidos de outros municípios, ignorando quem estudou, lutou e foi aprovado em 2019”, denuncia Sônia Godeiro, uma das coordenadoras do movimento.
Segundo ela, entre janeiro e julho deste ano foram realizadas diversas audiências com representantes da Prefeitura, além de manifestações em unidades de saúde como a UPA e o Hospital Divino Amor, mas as chamadas têm ocorrido “a conta-gotas”. “Este ano, foram convocadas cerca de 70 a 75 pessoas, o que é muito pouco diante da necessidade real. Faltam equipes completas de Estratégia de Saúde da Família, e isso prejudica diretamente a população”, afirmou.
Godeiro lembra que o Ministério da Saúde realiza repasses financeiros à medida que as equipes são formadas. “Cada equipe é composta por médico, dentista, enfermeira, dois técnicos de enfermagem e dois agentes de saúde. Quando essas equipes não existem, o município deixa de receber recursos federais e milhares de pessoas ficam desassistidas”, alertou.
Além das vacâncias por exonerações ou desistências, os concursados apontam que a Prefeitura poderia criar novas vagas por meio da Câmara Municipal. “A prefeita poderia enviar um projeto de lei propondo a ampliação do quadro, mas isso não aconteceu. Em vez de concurso público, a gestão continua priorizando cargos comissionados e contratos temporários por indicação política”, criticou.
O grupo já esteve, no último dia 15 de julho, nas Secretarias Municipais de Saúde e de Administração para reforçar a cobrança por novas nomeações. Agora, com o prazo se esgotando, os aprovados temem perder o direito à nomeação. “A cidade cresce rápido, mas o sistema de saúde não acompanha esse ritmo — e há profissionais prontos para atuar, aguardando apenas serem chamados”, concluiu a coordenadora.
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